No tempo em que a Convergência Midiática deixa de ser acessório e passa a ser ferramenta de trabalho, novas Teorias emergem com mais força, as “várias verdades” encontradas na Ciência corroboram para essa realidade. E nesse contexto, o Prof. Dr. André Lemos, na luz do pensamento de vários estudiosos e dentre eles o francês Burno Latour, tem-se debruçado estudando a Teoria do Ator-Rede na contemporaneidade.
Essa Teoria surge em meados das décadas de 80 e 90, no âmago das Ciências Sociais, como a Antropologia, Sociologia e Comunicação. Ela tenta compreender os diversos atores da vida em sociedade, os chamados Actantes, que segundo o professor é definido como: “tudo aquilo que gera uma ação, podendo ser humano e não-humano”. O bojo dessa teoria envolve o que surge das associações, os entrelaçamentos em rede. Rede essa, entendida como a forma de tais associações. No mais, essa teoria defende que não há consciência que nãos seja moldada; que os actantes agem sem hierarquia; que a mediação é o que um actante exerce sobre outro; aqui também a essência é desprezada (já que qualquer associação envolve o mix de intenções).
No que concernem as discussões da Comunicação Contemporânea, pode-se perceber uma nova área de pesquisas que a envolvam com a Teoria do Ator-Rede, já que segundo a mesma, tudo está associado, e na comunicação nada se perde dependendo da intencionalidade. Fica imbuído o desafio do elo entre a teoria e a ciência envolvendo aquilo que desde os primórdios é executado pela raça humana das mais diversas maneiras: o ato e o efeito de comunicar, tonar público.
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